sábado, 9 de outubro de 2010

Sobre tua partida, minha mamita!

Mãe, partiste em silêncio!
Não pude te contar tantas coisas, 
mas sei que estás feliz agora - livre da dor,
junto do teu amor da vida inteira;
(houve festa no céu em 24/09/2010,
tenho a certeza,
para comemorar os 51 anos de casamento de vocês).
Não estávamos lá para abençoa-los,
como na festa de 50 anos- mas daqui,
cada um de nós - teus filhos,
nos momentos de lucidez em meio a dor da despedida,
sabia que escolhestes ir ao encontro de quem tinha partido 
e te deixado muita saudade. 
Sejam felizes como sempre e cuidem de nós, 
nos amparem quando a saudade nos entristecer, 
embalem nosso sono - como quando éramos crianças,
e iluminem nossos sonhos
(para o sono seja sempre nosso melhor conselheiro)
e até o dia em que chegará a hora do reencontro.
Tenha certeza que aqui, só deixastes amor e saudade,
além do exemplo de vida teu e do pai!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Paciência



Mesmo quando tudo pede

Um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede

Um pouco mais de alma

A vida não para...



Enquanto o tempo

Acelera e pede pressa

Eu me recuso faço hora

Vou na valsa

A vida é tão rara...


Enquanto todo mundo

Espera a cura do mal

E a loucura finge

Que isso tudo é normal

Eu finjo ter paciência...




O mundo vai girando

Cada vez mais veloz

A gente espera do mundo

E o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência...


Será que é tempo

Que lhe falta para perceber?

Será que temos esse tempo

Para perder?

E quem quer saber?

A vida é tão rara

Tão rara...


Mesmo quando tudo pede

Um pouco mais de calma

Mesmo quando o corpo pede

Um pouco mais de alma

Eu sei, a vida não para


A vida não para não...

Será que é tempo

Que lhe falta para perceber?

Será que temos esse tempo

Para perder?

E quem quer saber?

A vida é tão rara

Tão rara...


Mesmo quando tudo pede

Um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede

Um pouco mais de alma

Eu sei, a vida é tão rara


A vida é tão rara...

A vida é tão rara...
 
 
Lenine - Para um momento em que preciso de muiiita paciência!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Saudade de nós!

Já perdi a noção do tempo,
deste que partistes
fugindo de mim e,
e apenas relembro dos versos doídos:
"Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua."
Já perdi a noção do tempo,
e nem sei como é a lua,
desde que partistes,
fugindo de mim.

Já perdi a noção de tempo,
já nem sei escrever e,
meus olhos cansados,
perderam a luz,
que colhiam dos teus.

Já perdi a noção do tempo,
já não sei de carícias,
já não sei de você e,
minhas mãos agora vazias,
perderam a memória
do toque ansioso
quando perto de ti.

"Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua."
E que a dor e o silêncio,
são tudo o que tenho,
nas noites silentes e
ausentes de ti.

Não posso deixar,
de dizer-te o vazio,
que deixastes aqui.
Não posso deixar,
de dizer-te do frio,
assim longe de ti.

domingo, 14 de março de 2010

Amem ou não: mas que seja assim como eu sou!

Por favor,não me digam:
- por qual caminho devo seguir;
- em qual esquina devo parar;
- a quem eu devo amar, para ser feliz;
- o que eu devo estudar, para ser próspera;
- que profissão escolher, para ter "futuro";
- que comportamento devo ter, em cada ocasião:
pois sou o que sou e não "o que querem"!

Sou assim!
Amanhã, pensarei no caminho a seguir;
- em qual esquina devo parar;
- a quem devo amar, se eu o encontrar;
- o que estudar, e se devo estudar;
- onde trabalhar e, como me comportar.

Por favor, não me peguem pelo braço,
tentando me conduzir!
Eu não gosto, que me conduzam.
Esta atitude, não me favorece em nada,
pelo contrário, me deixa perdida,
só e sem amor...

Porque me querem assim?
Fútil,comum e tributável?
Será que isto é realmente,
necessário para ser feliz?

Por favor, deixem eu construir meu rumo,
com meus passos!
E, se realmente, querem me ajudar:
me amem ou não, mas que seja assim como sou;
pois é assim que eu sou feliz!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Só assim, saberias do meu amor!

Se eu escrevesse
dias e noites, sem parar,
não conseguiria dizer-te,
do meu amor!
Se eu escrevesse
em todas as línguas,
ainda assim,
não conseguiria dizer-te,
do meu amor!
Mas se por um momento,
apenas por um momento,
te entregasses a mim,
como desejo,
todas as palavras e versos,
seriam desnecessários,
e então, saberias
do meu amor!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Diz prá mim...

Diz prá mim,
meu amor de além mar,
que dia chegará em que eu saberei de ti;
Diz prá mim,
meu amor de além mar,
que tua ausência é passageira;
Diz prá mim,
meu amor de além mar,
que a cada dia estás mais perto,
de ser feliz;
Diz prá mim,
meu amor de além mar,
que a cada dia estás mais perto,
de me fazer feliz;
Diz prá mim,
meu amor de além mar,
pois só assim,
saberei que estás mais perto,
de mim!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O Tempo em Fatias.

" Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez... com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.

Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar. Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você.

Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, rumo à sua felicidade! "

Tenho estado tão atribulada pelos caminhos da vida, que resolvi, mais uma vez, pedir uma ajuda à Carlos Drummond de Andrade, para retomar meus "escritos" em 2010. Não sei se é cansaço, preguiça ou falta de vontade mesmo, mas sei que devo emergir mais uma vez, do fundo de mim mesma!