Sabes,
não sei mais,
como chamar-te para mim?
Se adiantasse...
iria gritar,
chorar,
derrubar um livro,
no teu caminho
(mas sabes - não gosto de lugar comum)!
Quem sabe,
uma pluma
sobre você,
como uma carícia...
Se adiantasse...
iria sorrir,
chorar,
derrubar uma lágrima,
na tua pele,
ou um beijo
na tua face,
feito criança...
Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas o livro eles alçam vôo como de um alçapão, eles não têm pouso nem porto alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti... (Mário Quintana)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Era uma vez...
Era uma vez uma ilha, onde moravam os sentimentos: a alegria, a tristeza, a vaidade, o amor, a sabedoria,...e todos os outros. Tudo corria muito bem, até que alguém avisou que a ilha seria inundada.
O amor apavorado, preocupou-se com o salvamento de todos os moradores, avisando-os para que fugissem.
Todos correram, pegaram seus barquinhos e foram em busca de um lugar seguro, mas o Amor esqueceu que ele também tinha que fugir, empenhado que estava em avisar aos outros.
Quando percebeu, quase era tarde demais, e pediu carona a um barco que vinha passando. Nele estava a riqueza, que disse não poder levá-lo, pois seu barco estava repleto de ouro e prata e não havia lugar para o Amor.
Nisso passou o barco da vaidade e o amor, gritou:
- Por favor, leve-me com você!
- Não posso, respondeu a vaidade, pois você pode sujar meu barco.
Logo atrás, vinha o barco da tristeza e o Amor tornou a pedir:
- Tristeza, leve-me com você!
- Ah, amor, eu estou tão triste, que prefiro ir sozinha.
Então, passou o barco da alegria. Mas, estava tão alegre, que nem viu o amor já desesperado, e este, achando que ficaria só começou a chorar. Então, passou um barquinho bem pequenino, com um velhinho que parou e disse:
- Suba, amor, que eu levo você!
De tão feliz, o amor esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Quando chegou em terra firme, encontrou com a sabedoria e perguntou:
- Sabes, quem era o velhinho que trouxe-me até aqui?
Ao que ela respondeu:
- Sim, era o tempo.
- O tempo? Mas porque o tempo preocupou-se comigo? Foi o único que parou sem meu pedido e trouxe-me até aqui?
- Ora, porque só o tempo, é capaz de ajudar e entender um grande Amor.
Esta estorinha, me foi contada por meu avô, Maximiliano, quando eu tinha em torno de oito anos. Meu avô, era uma pessoa muito especial, senti muito sua partida, como a de meu pai (seu filho). Dias atrás lembrei-me sem mais nem menos dela e, achei importante registrá-la, para meu filho e, para todos que entenderam a beleza implícita, em uma estorinha contada para distrair uma criança.
E agora?...
O pensamento voou,
sentou na árvore da saudade e,
com carinho, sacudiu o galho e,
caiu pedaços de vida!
Vida...vida...vida...
Foi a tempo, muito tempo,
em que a árvore era clara,
o rio era limpo,
e tinha vida, muita vida.
O caminhar era clamo,
ninguém vinha atrás,
ninguém ia na frente.
A gente ia junto...
passou um dia,
depois outro,
depois o outro e,
você andou para o lado.
Foi afastando-se de mim e,
eu fui ficando só.
Veio a chuva,
veio o inverno,
o frio,
a noite,
o esquecimento,
o sono;
e então,
a árvore secou!
As folhas caíram!
Morte...morte...morte...
O rio ficou sujo,
a água escura e,
o andar era caótico,
vinha muita gente atrás!
Não se podia andar calmo e,
eu me perdi de você!
Onde está você?
Onde está você, meu amado?
sentou na árvore da saudade e,
com carinho, sacudiu o galho e,
caiu pedaços de vida!
Vida...vida...vida...
Foi a tempo, muito tempo,
em que a árvore era clara,
o rio era limpo,
e tinha vida, muita vida.
O caminhar era clamo,
ninguém vinha atrás,
ninguém ia na frente.
A gente ia junto...
passou um dia,
depois outro,
depois o outro e,
você andou para o lado.
Foi afastando-se de mim e,
eu fui ficando só.
Veio a chuva,
veio o inverno,
o frio,
a noite,
o esquecimento,
o sono;
e então,
a árvore secou!
As folhas caíram!
Morte...morte...morte...
O rio ficou sujo,
a água escura e,
o andar era caótico,
vinha muita gente atrás!
Não se podia andar calmo e,
eu me perdi de você!
Onde está você?
Onde está você, meu amado?
segunda-feira, 16 de março de 2009
Divagações!
Divago,
nas palavras não ditas,
nas mal-ditas e benditas;
que vieram de ti...
Divago,
nas palavras encontradas,
perdidas ou colhidas;
por aí...
Divago,
nos sonhos incontidos,
contidos,
e nos tolhidos por ti...
Divago,
no oceano nunca navegado,
em que te transformastes...
Divago,
nas carícias nunca trocadas,
entre eu e tu...
Divago,
nos poemas trocados,
e cheios de nós...
Divago,
em teu Porto, que não é seguro,
e é só teu e não; meu...
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
Porque amar senão amar? - Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo? "
Fernando Pessoa
nas palavras não ditas,
nas mal-ditas e benditas;
que vieram de ti...
Divago,
nas palavras encontradas,
perdidas ou colhidas;
por aí...
Divago,
nos sonhos incontidos,
contidos,
e nos tolhidos por ti...
Divago,
no oceano nunca navegado,
em que te transformastes...
Divago,
nas carícias nunca trocadas,
entre eu e tu...
Divago,
nos poemas trocados,
e cheios de nós...
Divago,
em teu Porto, que não é seguro,
e é só teu e não; meu...
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
Porque amar senão amar? - Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo? "
Fernando Pessoa
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Despertar.
Ao despertar, amor,
me desespero;
lastimo não poder
fazê-lo com teus beijos.
Abro as janelas,
chega teu perfume e,
tua lembrança
olho a cama vazia.
Distribuo uns beijos
sobre tua fotografia;
recito teu nome,
ouço tua voz e
vejo teu sorriso feliz,
ao me desejar bom dia.
Porque terminar
com este sonho?
Dou meia volta e
sigo sonhando.
me desespero;
lastimo não poder
fazê-lo com teus beijos.
Abro as janelas,
chega teu perfume e,
tua lembrança
olho a cama vazia.
Distribuo uns beijos
sobre tua fotografia;
recito teu nome,
ouço tua voz e
vejo teu sorriso feliz,
ao me desejar bom dia.
Porque terminar
com este sonho?
Dou meia volta e
sigo sonhando.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Por si voltarás...
Se um dia me faltares,
se acaso não estiveres,
eu te recordaria assim;
da mesma maneira,
em que estreio a cada dia,
um novo sorriso.
Te inventaria assim,
como te descobri e,
seguiria escrevendo
os poemas que te escrevi.
Se acaso te fores,
se acaso não estiveres,
eu te sentiria perto de mim,
eu te imaginaria
da forma como eras,
que é a forma como sempre
te imaginei.
Sentiria minha mão,
percorrendo teu cabelo,
tua pele...
Sentiria meus lábios,
tocando os teus...
Se um dia me faltares,
se acaso não estiveres,
eu seguiria querendo-te,
como sempre,
como antes,
por si voltarás...
se acaso não estiveres,
eu te recordaria assim;
da mesma maneira,
em que estreio a cada dia,
um novo sorriso.
Te inventaria assim,
como te descobri e,
seguiria escrevendo
os poemas que te escrevi.
Se acaso te fores,
se acaso não estiveres,
eu te sentiria perto de mim,
eu te imaginaria
da forma como eras,
que é a forma como sempre
te imaginei.
Sentiria minha mão,
percorrendo teu cabelo,
tua pele...
Sentiria meus lábios,
tocando os teus...
Se um dia me faltares,
se acaso não estiveres,
eu seguiria querendo-te,
como sempre,
como antes,
por si voltarás...
sábado, 31 de janeiro de 2009
Apesar de tudo.
Apesar de tudo
voltarei como antes,
a colocar uma lágrima,
em teu olhar e,
deixarei cair uma carícia
sobre o mel de teu cabelo.
Eu sei que voltarei,
a fechar teus lábios
com meus beijos e,
plantarei rosas vermelhas,
em tua lembrança.
Eu sei que percorrerei
todos os caminhos,
já antes traçados em teu corpo,
e talvez,
descubra outras rotas,
nunca antes desvendadas!
Apesar de tudo,
apesar de ti,
voltaremos a caminhar
pensando em nós dois,
e, talvez,
voltaremos a nos
dizer Adeus!
voltarei como antes,
a colocar uma lágrima,
em teu olhar e,
deixarei cair uma carícia
sobre o mel de teu cabelo.
Eu sei que voltarei,
a fechar teus lábios
com meus beijos e,
plantarei rosas vermelhas,
em tua lembrança.
Eu sei que percorrerei
todos os caminhos,
já antes traçados em teu corpo,
e talvez,
descubra outras rotas,
nunca antes desvendadas!
Apesar de tudo,
apesar de ti,
voltaremos a caminhar
pensando em nós dois,
e, talvez,
voltaremos a nos
dizer Adeus!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Tua boca não dirá uma palavra!
Teus olhos,
esta noite fitarão os meus,
e tua boca não dirá uma palavra!
Teus lábios,
afogarão um soluço,
e tuas pupilas uma lágrima ocultarão!
Meu destino é partir,
nascer de novo;
construir com mil ruelas,
um caminho!
Devo deixar de lado,
as lembranças;
devo sentir de novo,
que estou viva!
Adeus, dirá minha voz,
antes que parta e,
minha mão temerosa
te apertará junto a mim.
Teus olhos,
esta noite fitarão os meus,
e tua boca não dirá uma palavra!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Constatação!
O amor em minha porta
loucamente bateu,
e sofri da impotência,
de não saber abri-la;
venci a amargura
de uma esperança morta,
e das rosas de minha vida,
também senti os espinhos.
Soube advertir a tempo,
dois olhos que olhavam-me e,
compreendi o sentido do suspiro
de uma alma solitária;
escutei os silêncios
ocultos nas noites,
e de cada fracasso
reconheci minha culpa.
Consolar-me-ia saber
não ter vivido em vão,
se minha pele
sentisse o calor de tua mão!
Mas sei que;
se vivo,
e sofro,
e morro,
e me desvelo,
é a vida que me cabe,
como a todo ser humano!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Feliz Aniversário, meu amor!
Hoje,
ao olhar para o céu
e para o brilho do sol,
busquei dentro de mim,
o seu olhar,
senti uma brisa leve tocar meu rosto
e nessa brisa senti saudade,
saudade de olhar o horizonte,
e ver o sol indo embora,
assim como você...
Ao olhar o calendário,
percebi ser hoje,
um dia muito especial,
pois é o dia do seu aniversário,
e eu então chorei,
chorei e sorri também.
Imagino que você está feliz, afinal,
seguistes o caminho que traçastes para ti,
espero que paralelo ao meu,
pois ainda acredito
que elas (as paralelas),
sempre se encontram no infinito,
e que nosso coração,
só envelhece quando deixamos de sonhar!
Mas não pude deixar de chorar,
pela distância que me separa de ti...
mas ao mesmo tempo,
esta constatação faz com que eu sonhe
e acredite que um dia, seja ele qual for,
eu poderei estar aí
(ou aqui, ou em qualquer lugar),
mas ao teu lado e abraçar-te,
abraçar-te muito e poder dizer-te:
- Feliz Aniversário, meu amor!
Poder dizer-te o quanto eu estou feliz,
por partilhar um momentinho da sua vida,
mesmo não sendo nem lembrada por você.
Quero que saibas:
- sempre falo de ti à Deus,
e peço-lhe que tenhas muita saúde e forças,
para que superes os obstáculos,
que o destino colocar em seu caminho.
Desejo que esse dia,
seja como todos os outros em sua vida,
cheio de alegrias e de Vida!
Quero que ao receberes essa mensagem,
olhes para o céu e
busques no sol o brilho do meu olhar,
busques nas estrelas o brilho do meu sorriso,
e sintas a brisa como fosse um abraço meu,
e em teus lábios o beijo que deposito
com ternura.
Busques a cada amanhecer a vontade de viver,
mas nunca deixes de pensar em mim,
e saibas que hoje,
minh'alma está em festa,
e mesmo estando longe,
irá brindar com você a tua saúde,
a tua felicidade,
e peço a Ele que permita que um dia,
nós dois brindemos, corpo a corpo,
olho no olho e que você possa não só me sentir,
mas ouvir dizer-te:
-Feliz Aniversário, Meu Amor!
ao olhar para o céu
e para o brilho do sol,
busquei dentro de mim,
o seu olhar,
senti uma brisa leve tocar meu rosto
e nessa brisa senti saudade,
saudade de olhar o horizonte,
e ver o sol indo embora,
assim como você...
Ao olhar o calendário,
percebi ser hoje,
um dia muito especial,
pois é o dia do seu aniversário,
e eu então chorei,
chorei e sorri também.
Imagino que você está feliz, afinal,
seguistes o caminho que traçastes para ti,
espero que paralelo ao meu,
pois ainda acredito
que elas (as paralelas),
sempre se encontram no infinito,
e que nosso coração,
só envelhece quando deixamos de sonhar!
Mas não pude deixar de chorar,
pela distância que me separa de ti...
mas ao mesmo tempo,
esta constatação faz com que eu sonhe
e acredite que um dia, seja ele qual for,
eu poderei estar aí
(ou aqui, ou em qualquer lugar),
mas ao teu lado e abraçar-te,
abraçar-te muito e poder dizer-te:
- Feliz Aniversário, meu amor!
Poder dizer-te o quanto eu estou feliz,
por partilhar um momentinho da sua vida,
mesmo não sendo nem lembrada por você.
Quero que saibas:
- sempre falo de ti à Deus,
e peço-lhe que tenhas muita saúde e forças,
para que superes os obstáculos,
que o destino colocar em seu caminho.
Desejo que esse dia,
seja como todos os outros em sua vida,
cheio de alegrias e de Vida!
Quero que ao receberes essa mensagem,
olhes para o céu e
busques no sol o brilho do meu olhar,
busques nas estrelas o brilho do meu sorriso,
e sintas a brisa como fosse um abraço meu,
e em teus lábios o beijo que deposito
com ternura.
Busques a cada amanhecer a vontade de viver,
mas nunca deixes de pensar em mim,
e saibas que hoje,
minh'alma está em festa,
e mesmo estando longe,
irá brindar com você a tua saúde,
a tua felicidade,
e peço a Ele que permita que um dia,
nós dois brindemos, corpo a corpo,
olho no olho e que você possa não só me sentir,
mas ouvir dizer-te:
-Feliz Aniversário, Meu Amor!
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Paixão pode durar mais de 20 anos...
Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que alguns casais conseguem se manter apaixonados mesmo depois décadas de união. Com a ajuda de exames de tomografia, cientistas da Universidade de Stony Brooks, em Nova York, analisaram a atividade cerebral de casais que estão juntos há mais de 20 anos. Eles descobriram que 10% deles, ao verem fotos de seus parceiros, mostraram as mesmas reações químicas que casais em início de romance. Pesquisas anteriores sugeriam que a paixão e o desejo sexual de um casal começam a diminuir por volta dos 15 meses de relacionamento e chegam a desaparecer depois de dez anos. "Nossos resultados vão contra essa visão tradicional, mas temos certeza de que o que conseguimos observar é real", disse o psicólogo Arthur Aron, um dos autores do estudo. Segundo os pesquisadores, quando os casais de longa data viam fotos de seus parceiros, seus cérebros indicavam um fluxo maior de dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Para os cientistas, a descoberta indica que alguns elementos da paixão amadurecem, permitindo que casais de longa data desfrutem do que chamam de "companheirismo intenso e vivacidade sexual". Os pesquisadores disseram que esses casais têm o mesmo "mapa amoroso" cerebral que animais que mantêm os mesmos parceiros por toda a vida, como os cisnes, os arganazes e as raposas cinzentas.
(BBC Brasil)
Depois de ler esta matéria, ganhei alento. De repente, posso ainda casar e comemorar "Bodas de Prata"? Meus pais comemoraram "Bodas de Ouro"; eu consegui ficar casada por longos 12 anos e olhe que os dois ultimos, nem deveriam ser mencionados.
Com certeza, esta notícia fez meu dia ficar melhor, só resta encontrar meu par com o mesmo "mapa amoroso cerebral" (o que deve ser extremamente fácil, tendo em vista o alto índice de casamentos alardeado pela FIBGE-Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- e, como somos um País das estatísticas, todos querem participar, eu também, rsrsrs).
Espetáculo estranho!
Já é noite,
e é completa a escuridão,
ameaçadora.
O maestro está a postos:
o vento, entre agitado e nervoso;
dá o tom e,
no mesmo instante
no ar retumbam,
violentamente,
os vibrantes sons
de uma majestosa
bateria dos trovões
que iniciam concerto
maravilhoso e triste.
Outros maravilhosos artistas,
então entram em cena:
árvores despidas,
trêmulas, desesperadas,
e nuvens densas,
ágeis e perigosas,
vestidas de negro...
O palco encantado é iluminado,
por flashes assustadores
- o céu, ao luzir ofuscante dos
relâmpagos, estremece
medroso e tímido.
As gotas cristalinas e exóticas;
que cândidas
pousam acanhadas
nas vidraças, anunciando,
num gesto aparentemente
infantil e carinhoso,
o início da melodia
impressionante e grandiosa;
outras, salientes, em rudes
gestos prosseguem
na sinfonia,
embrutecendo o ritmo,
ferindo a harmonia do conjunto...
E, mesmo assim, o espetáculo
continua por horas e horas,
ininterruptamente,
até que o Senhor,
com pena da lua,
que assustada e pálida,
havia desmaiado dengosa,
nos negros braços
da amplidão,
ordena que cumpra-se
o último ato e,
como por encanto,
as feias cortinas cinzentas
tornam-se douradas
e fulguram esfuziantes,
e extasiadas aos beijos
cálidos do sol.
E nessa apoteose mágica,
desperta mais um dia...
e é completa a escuridão,
ameaçadora.
O maestro está a postos:
o vento, entre agitado e nervoso;
dá o tom e,
no mesmo instante
no ar retumbam,
violentamente,
os vibrantes sons
de uma majestosa
bateria dos trovões
que iniciam concerto
maravilhoso e triste.
Outros maravilhosos artistas,
então entram em cena:
árvores despidas,
trêmulas, desesperadas,
e nuvens densas,
ágeis e perigosas,
vestidas de negro...
O palco encantado é iluminado,
por flashes assustadores
- o céu, ao luzir ofuscante dos
relâmpagos, estremece
medroso e tímido.
As gotas cristalinas e exóticas;
que cândidas
pousam acanhadas
nas vidraças, anunciando,
num gesto aparentemente
infantil e carinhoso,
o início da melodia
impressionante e grandiosa;
outras, salientes, em rudes
gestos prosseguem
na sinfonia,
embrutecendo o ritmo,
ferindo a harmonia do conjunto...
E, mesmo assim, o espetáculo
continua por horas e horas,
ininterruptamente,
até que o Senhor,
com pena da lua,
que assustada e pálida,
havia desmaiado dengosa,
nos negros braços
da amplidão,
ordena que cumpra-se
o último ato e,
como por encanto,
as feias cortinas cinzentas
tornam-se douradas
e fulguram esfuziantes,
e extasiadas aos beijos
cálidos do sol.
E nessa apoteose mágica,
desperta mais um dia...
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Medo!
Não sei como dizer-te
o que sinto,
se não posso explicar,
nem a mim mesma;
porém devo fazê-lo,
pois já é tempo
de confessar-te meu medo
a estar contigo.
Medo de prender-te
e temor a estar presa,
compartilhando
de projetos diferentes;
talvez me engano,
pensando estar apaixonada,
prometendo-te
um futuro displicente.
Temor a estar contigo,
de outro modo,
que vá mais além
do que amizade;
quero ser livre,
e temo, sobretudo,
fazer-te prisioneiro
de minha liberdade,
esta é a verdade
que machuca-me.
Não quero criar-te
desconcertos,
nem prometer-te
futuro tão incerto,
como incerta é
minha realidade;
pois hoje estou aqui,
porém até há pouco
não estava,
e ao acordares,
nunca saberás
se voltei nesse momento,
ou se acaso,
estou a ponto de partir...
o que sinto,
se não posso explicar,
nem a mim mesma;
porém devo fazê-lo,
pois já é tempo
de confessar-te meu medo
a estar contigo.
Medo de prender-te
e temor a estar presa,
compartilhando
de projetos diferentes;
talvez me engano,
pensando estar apaixonada,
prometendo-te
um futuro displicente.
Temor a estar contigo,
de outro modo,
que vá mais além
do que amizade;
quero ser livre,
e temo, sobretudo,
fazer-te prisioneiro
de minha liberdade,
esta é a verdade
que machuca-me.
Não quero criar-te
desconcertos,
nem prometer-te
futuro tão incerto,
como incerta é
minha realidade;
pois hoje estou aqui,
porém até há pouco
não estava,
e ao acordares,
nunca saberás
se voltei nesse momento,
ou se acaso,
estou a ponto de partir...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Receita de Ano Novo
Para você ganhar
belíssimo Ano Novo cor do arco-íris,
ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação
com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior) novo,
espontâneo,
que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come,
se passeia,
se ama,
se compreende,
se trabalha,
você não precisa beber champanha
ou qualquer outra birita,
não precisa expedir
nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade,
recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro,
tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você
que o Ano Novo cochila
e espera desde sempre.
Por Carlos Drummond de Andrade
belíssimo Ano Novo cor do arco-íris,
ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação
com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior) novo,
espontâneo,
que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come,
se passeia,
se ama,
se compreende,
se trabalha,
você não precisa beber champanha
ou qualquer outra birita,
não precisa expedir
nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade,
recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro,
tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você
que o Ano Novo cochila
e espera desde sempre.
Por Carlos Drummond de Andrade
Feliz Ano Novo...com muito AMOR!
Sobre o mundo,
mais uma vez,
estende-se o crepúsculo,
de mais um ano.
Alegrias e tristezas,
vitórias e derrotas,
ilusões e desencantos,
encontros e desencontros.
Marcas...
indeléveis ou não...
rastros...
de passos e paradas...
e aqui estou eu,
de novo,
buscando ansiosamente,
o largo horizonte,
do novo ano que chega!
Anseios e planos,
desejos, vontades,
novas buscas,
transbordam em meu coração,
na espera de tudo seja melhor,
que todos sejamos mais felizes,
porém,
sempre há uma nuvem,
que ameaça o sol de amanhã.
As dificuldades,
a luta pela sobrevivência,
o amor que não aconteceu,
a miséria,
presença constante
nos noticiários diários,
assustam,
assombram meu caminho.
Obstaculizam,
a concretização de meus sonhos mais belos.
O egoísmo,
o desamor,
pragas destruidoras,
que procuram sem cerimônia
e encontram, infelizmente,
guarida no coração
dos homens sedentos
e insatisfeitos,
cansados e desiludidos...
Se possível,
ao nascer do sol deste ano novo,
eu gostaria de colocar,
lá dentro,
de cada ser humano:
- uma dose bem grande de amor,
de compreensão,
de carinho,
de aceitação,
de disponibilidade
e de perdão,
para vê-los todos,
unidos na família,
no trabalho,
na comunidade.
E que todos,
percebessem o seguinte:
- diante de ti,
verdes campos,
cobertos de trevos e de flores,
descortinam-se e convidam-te,
a percorrê-los.
Mas não vás sozinho (a)!
Não vás sozinho (a),
pois a felicidade,
não medra na solidão
e na aridez do deserto...
Acorda!
Pois ao teu lado,
alguém espera um gesto teu,
alguém de mãos vazias
e com o coração inquieto.
Encha, com as tuas,
estas mãos e plenifica com teu amor,
este coração!
Não esqueças, por favor,
que és humano!
Não sufoques os sentimentos,
que te distinguem dos irracionais!
E ame!
Ame porque apenas o amor,
te faz maior.
Desejo-te, que:
- a cada dia deste outro ano,
encontres a coragem
e a força de que necessitas,
para recomeçar a amar,
afim de não deixá-lo
envelhecer e cansar,
afim de não deixá-lo morrer!
Amar e deixar-se amar,
leva ao infinito!
Tem gosto de céu na terra...
Feliz Novo Ano...
com muito AMOR!
mais uma vez,
estende-se o crepúsculo,
de mais um ano.
Alegrias e tristezas,
vitórias e derrotas,
ilusões e desencantos,
encontros e desencontros.
Marcas...
indeléveis ou não...
rastros...
de passos e paradas...
e aqui estou eu,
de novo,
buscando ansiosamente,
o largo horizonte,
do novo ano que chega!
Anseios e planos,
desejos, vontades,
novas buscas,
transbordam em meu coração,
na espera de tudo seja melhor,
que todos sejamos mais felizes,
porém,
sempre há uma nuvem,
que ameaça o sol de amanhã.
As dificuldades,
a luta pela sobrevivência,
o amor que não aconteceu,
a miséria,
presença constante
nos noticiários diários,
assustam,
assombram meu caminho.
Obstaculizam,
a concretização de meus sonhos mais belos.
O egoísmo,
o desamor,
pragas destruidoras,
que procuram sem cerimônia
e encontram, infelizmente,
guarida no coração
dos homens sedentos
e insatisfeitos,
cansados e desiludidos...
Se possível,
ao nascer do sol deste ano novo,
eu gostaria de colocar,
lá dentro,
de cada ser humano:
- uma dose bem grande de amor,
de compreensão,
de carinho,
de aceitação,
de disponibilidade
e de perdão,
para vê-los todos,
unidos na família,
no trabalho,
na comunidade.
E que todos,
percebessem o seguinte:
- diante de ti,
verdes campos,
cobertos de trevos e de flores,
descortinam-se e convidam-te,
a percorrê-los.
Mas não vás sozinho (a)!
Não vás sozinho (a),
pois a felicidade,
não medra na solidão
e na aridez do deserto...
Acorda!
Pois ao teu lado,
alguém espera um gesto teu,
alguém de mãos vazias
e com o coração inquieto.
Encha, com as tuas,
estas mãos e plenifica com teu amor,
este coração!
Não esqueças, por favor,
que és humano!
Não sufoques os sentimentos,
que te distinguem dos irracionais!
E ame!
Ame porque apenas o amor,
te faz maior.
Desejo-te, que:
- a cada dia deste outro ano,
encontres a coragem
e a força de que necessitas,
para recomeçar a amar,
afim de não deixá-lo
envelhecer e cansar,
afim de não deixá-lo morrer!
Amar e deixar-se amar,
leva ao infinito!
Tem gosto de céu na terra...
Feliz Novo Ano...
com muito AMOR!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Será que vais chegar um dia?...
Te esperarei
cansada
de solidão,
de amor,
de vida.
Te esperarei
sedenta
de carinho,
de vazio,
de nada.
Te esperarei
carente
de presença,
de tudo,
de ti.
Será que vais chegar um dia,
meu amado poeta de além mar?...
cansada
de solidão,
de amor,
de vida.
Te esperarei
sedenta
de carinho,
de vazio,
de nada.
Te esperarei
carente
de presença,
de tudo,
de ti.
Será que vais chegar um dia,
meu amado poeta de além mar?...
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Será isto, o que restou de nós dois?
De noite eu me sento aqui,
e vejo tudo como num filme,
sinto-me assim tão perto de ti.
Na cama vazia deito-me,
e viajo num sonho de profundo prazer,
sinto-me assim abraçada a ti.
Sinto seu abraço quente,
e sua respiração ofegante e alucinada,
seu corpo trêmulo vestindo o meu,
teu perfume ainda corre em minha pele,
como antes, teu suspiro de prazer ,
teu beijos que escorrem por meu corpo
e sinto que de tudo,
restou- me tua presença ausente!
Vejo a água escorrer em teu corpo,
misturada à espuma do sabonete,
que desliza sobre tua pele,
o cheiro dos lençóis,
o delírio do desejo.
Em nossos corpos só a atração,
de nossas mãos,
que exploram e acariciam,
dos beijos lascivos,
que nos atiçam e preparam,
para a luta que se inicia,
e que termina sem vencedor!
É assim meu amado,
entre estrelas cadentes,
que refaço todas as noites,
três pedidos...
Te esquecer... esquecer...esquecer...
Será isso, o que restou de nós dois?
Se tudo o que eu quero,
é ainda ser, seu maior prazer?
Se tudo o que eu quero,
é ainda ser, seu amor insano?
E senti-lo na hora do prazer,
e dizer-te...
o quanto eu te amo, meu amor...
e acordar sempre enrredada,
em teus abraços de uma vez...
a
e vejo tudo como num filme,
sinto-me assim tão perto de ti.
Na cama vazia deito-me,
e viajo num sonho de profundo prazer,
sinto-me assim abraçada a ti.
Sinto seu abraço quente,
e sua respiração ofegante e alucinada,
seu corpo trêmulo vestindo o meu,
teu perfume ainda corre em minha pele,
como antes, teu suspiro de prazer ,
teu beijos que escorrem por meu corpo
e sinto que de tudo,
restou- me tua presença ausente!
Vejo a água escorrer em teu corpo,
misturada à espuma do sabonete,
que desliza sobre tua pele,
o cheiro dos lençóis,
o delírio do desejo.
Em nossos corpos só a atração,
de nossas mãos,
que exploram e acariciam,
dos beijos lascivos,
que nos atiçam e preparam,
para a luta que se inicia,
e que termina sem vencedor!
É assim meu amado,
entre estrelas cadentes,
que refaço todas as noites,
três pedidos...
Te esquecer... esquecer...esquecer...
Será isso, o que restou de nós dois?
Se tudo o que eu quero,
é ainda ser, seu maior prazer?
Se tudo o que eu quero,
é ainda ser, seu amor insano?
E senti-lo na hora do prazer,
e dizer-te...
o quanto eu te amo, meu amor...
e acordar sempre enrredada,
em teus abraços de uma vez...
a
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Definição de amor.
Ao te conhecer
me extasiei,
me iludi,
me desiludi!
Você para mim,
foi como a noite escura,
e como um lindo dia de sol!
Com você, sonhei,
estar do outro lado da lua;
mas, estava apenas,
no "mundo da lua"!
Ao te perder,
me estarreci?
Não. Só me desiludi.
Você para mim,
foi um pedaço de um mundo,
que eu quis para mim.
Um mundo programado, desejado,
mas que só, ficou projetado,
no espaço (tridimensional).
Espaço no qual sonhei,
me perder com você!
E nisto tudo,
lembrei-me,
de uma definição de amor,
lida há muito tempo,
não lembro onde e,
que todos buscamos:
"O amor é uma imagem sem rosto,
a qual se quer dar forma.
Assim, ninguém pode fugir do amor
ou negá-lo, quando a imagem sem rosto,
adquire uma face,
de homem ou de mulher".
a
me extasiei,
me iludi,
me desiludi!
Você para mim,
foi como a noite escura,
e como um lindo dia de sol!
Com você, sonhei,
estar do outro lado da lua;
mas, estava apenas,
no "mundo da lua"!
Ao te perder,
me estarreci?
Não. Só me desiludi.
Você para mim,
foi um pedaço de um mundo,
que eu quis para mim.
Um mundo programado, desejado,
mas que só, ficou projetado,
no espaço (tridimensional).
Espaço no qual sonhei,
me perder com você!
E nisto tudo,
lembrei-me,
de uma definição de amor,
lida há muito tempo,
não lembro onde e,
que todos buscamos:
"O amor é uma imagem sem rosto,
a qual se quer dar forma.
Assim, ninguém pode fugir do amor
ou negá-lo, quando a imagem sem rosto,
adquire uma face,
de homem ou de mulher".
a
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